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EGOCENTRISMO INFANTIL: Reflexões – por Natércia Tiba

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Dias atrás vi esse lindo quadrinho. Fiquei encantada. De uma maneira simples foi colocado uma questão tão importante mas que nem sempre estamos atentos: o egocentrismo infantil.

Por que é importante estar atento a isso?

O egocentrismo infantil vai além da brincadeira que costumamos fazer: “para o meu filho é assim: o que é meu é meu e o que é seu também é meu!”. Ele  é uma forma de olhar para a realidade e interpretá-la e predomina na 1a infância.

Meses atrás, ao enfrentar um sério problema de saúde na família, estive cabisbaixa, triste e preocupada. Meu caçula (recém 7 anos) comentou: “Mamãe, eu sei que você está triste porque está preocupada com várias coisas, mas quando eu vejo você assim fico com uma sensação aqui no coração de que é por minha causa.”

Fiquei muito tocada e mais do que preocupada, fiquei aliviada por ele ter dito o que sentia. Foi uma oportunidade para conversarmos e para que eu pudesse ajudá-lo a amadurecer e passar para outra fase de desenvolvimento.

Em relação a essa questão, há 2 pontos importantes:

1) Não podemos subestimar a percepção que a criança tem da realidade. Se estamos tristes, estressados ou irritados, de alguma forma ela percebe. É fundamental que possamos validar sua percepção;

2) Sabendo da forma como a criança interpreta a realidade, por mais que para nós (pais e educadores) pareça óbvio que nosso sentimento nada tenha a ver com ela, PRECISAMOS fazer este esclarecimento. Não temos que entrar em detalhes do que está acontecendo, mas mostrar que ela não é a razão de estarmos daquela forma.

Principalmente em situações de crise em uma família, não podemos deixar de lado estas questões. Esclarecer que a separação não foi causada pela criança, que o falecimento de um ente querido não aconteceu porque ela sentiu raiva um dia, que a mamãe chorou porque ficou triste com uma situação externa são muito importantes para que a criança amadureça e entenda o lugar que ocupa na família e na realidade. Perceber que ela não tem esse poder pode ter um pequeno sentimento de frustração, mas ao mesmo tempo gera um grande alivio.

Assim como na história em quadrinhos acima, Lucy se decepciona ao perceber que não é o centro do universo,  ela ganha muita liberdade ao se dar conta que não tem todos esses olhares pra ela e nem toda essa responsabilidade.

Se você tem filhos ou trabalha com crianças, pense nisso. Como você pode ajudar a criança em seu desenvolvimento no que se refere ao egocentrismo e à percepção da realidade.

Mas cuidado para também não se vigiar a ponto de se tornar egocêntrico! Rsrsrs!

Abraços

Natércia

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